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Campanha emergencial pedindo o cessar-fogo imediato em Gaza

Por semente em 14 Jan, 2009 14h20

Acabo de tomar conhecimento desta campanha emergencial pedindo o cessar-fogo imediato em Gaza. O número de mortos já ultrapassa de 1000 pessoas, entre elas mais de 200 crianças e dezenas de mulheres e idosos, e o conflito só se agrava.

Assine a petição online pedindo uma forte ação internacional que possibilite um cessar-fogo imediato em Gaza e que atitudes sérias sejam tomadas para garantir uma paz justa e duradoura na região!

Desenho ilustrando o massacre em Gaza

Ilustração de Carlos Latuff

A petição está por alcançar 500 mil assinaturas em apenas 5 dias e será publicada no jornal The Washington Post e entregue a representantes do Conselho de Segurança da ONU.

Veja uma galeria de fotos do massacre em http://www.elfarra.org/gallery/gaza.htm.

Segue manifesto publicado pelo Centro de Mídia Independente:

Desde 27 de dezembro de 2008, Israel vem atacando, por ar e agora também por terra, a Faixa de Gaza na Palestina. Em conseqüência, mais de 700 palestinos foram mortos e cerca de 3 mil feridos - a maioria civis, entre mulheres, crianças e idosos.

Diferentemente do que divulgam os grandes meios de comunicação, os ataques israelenses não são dirigidos a supostos centros de lançamento de mísseis ou a alvos militares, mas a hospitais, mesquitas, escolas, universidades e campos de refugiados.

Com os hospitais superlotados, a população ainda sofre devido à falta de alimentação, medicamentos e profissionais de saúde para atender às milhares de vítimas. Após a incursão terrestre, a água, antes já escassa, agora é inexistente, assim como a energia elétrica e toda a infra-estrutura local.

A desculpa do Estado de Israel, compartilhada pelo imperialismo estadunidense e os principais governos europeus para esse novo massacre, é que o Hamas (agrupamento político religioso eleito por sufrágio democraticamente pelo povo palestino, que atualmente organiza a resistência militar da Faixa de Gaza contra o poderoso exército de Israel) e toda a resistência popular palestina teria quebrado um cessar-fogo de seis meses selado por intermédio do governo egípcio. Nada mais falso!

Nesse período, Israel não cumpriu sua parte do acordo, matando 22 palestinos em Gaza e prolongando o cerco e isolamento criminoso. Tal situação configura claro crime contra a humanidade. Nós, entidades nacionais e sediadas no Brasil, apelamos a todos que se manifestem e se solidarizem com o povo palestino, vítima de mais este holocausto!

Queremos que o governo brasileiro declare publicamente apoio incondicional à Palestina e reveja os laços diplomáticos, econômicos e relações comerciais com Israel. E denunciamos a omissão dos organismos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas) perante o massacre.

Fim do cerco e dos bombardeios à Faixa de Gaza!
Fora tropas israelenses da faixa de Gaza na Palestina!
Por uma Palestina laica, livre e democrática!

11 de Outubro: Dia Mundial de Ação contra a Retenção de Dados

Por semente em 11 Out, 2008 16h06

Via Riseup.net:

Hoje, 11 de outubro, marca o dia mundial de ação contra a Retenção de Dados. Nós gostaríamos de demonstrar nossa solidariedade e apoio àqueles que estão sendo forçados pela Diretiva 2006/24/EC da União Européia a participar na vigilância pre-emptiva da infra-estrutura de comunicação. Provedores de Serviços de Internet na Europa estão sendo forçados por esta Diretiva a serem agentes involuntários da polícia, armazenando os dados de comunicação de seus usuários. Nós gostaríamos de externar nosso desacordo com este ataque à privacidade e demonstrar nosso apoio e solidariedade aos que lutam contra esta inacreditável marcha de acontecimentos.

Estamos construindo as redes de comunicação das próximas décadas, e temos uma importante decisão a tomar: será esta infra-estrutura uma que propicia a liberdade ou que facilita o controle e o monitoramento?

Atualmente nossos sistemas de comunicação estão sendo redesenhados de forma a montar uma espetacularmente eficiente máquina para manutenção de um total controle social. Isto esta sendo feito pelos governos democráticos do mundo, pela ONU, em nome da manutenção da lei. Estes governos tem um problema: a internet e as novas tecnologias de comunicação estão diminuindo sua capacidade de vigilância legal. Sua solução para este problema tem sido tentar monitoramento total de todas as comunicações e obrigar que cada servidor de internet se torne um braço obtentor de informações para o governo.

As novas tecnologias de packet switching (Comutação por Pacotes), digitalização e criptografia são fundamentalmente diferentes das formas de comunicação do passado. Antes era caro e difícil obter informações de uma pessoa, hoje é possível obter informações detalhadas de milhões de pessoas com o apertar de um botão. Ao mesmo tempo estes novos sistemas de comunicação podem ser projetado de forma a tornar o monitoramento quase impossível. Infelizmente não há um meio-termo: ou nós construímos sistemas que são seguros ou sistemas que são profundamente falhos, facilmente abusáveis, e permissivos ao controle social.

O antigo contrato social com os estados democráticos terminou: não há mais a opção de vigilância estatal limitada. Nós devemos escolher entre uma capacidade de monitoramento estatal fortemente diminuída ou um sistema que permita completo e irrestrito monitoramento pelo estado. Isto decorre da natureza das novas tecnologias de comunicação.

Nossas reivindicações:

  • Liberdade de Expressão: Todos devem poder se comunicar de forma anônima e privada. Nossos computadores não devem se tornar extensões da polícia estatal. Não devemos ser obrigados a coletar e armazenar dados de comunicação de nossos usuários. Não devemos ser obrigado a permitir acesso por “back-doors” ao governo nas suas intenções de interceptar as comunicações de qualquer um.
  • Liberdade de Associação: Todos devem poder associar-se livremente, sem estar sujeitos ao acompanhamento e monitoramento da rede com a qual nos associamos. Devemos poder usar ferramentas de comunicação que não revelem o remetente ou o destinatário. Ao governo não deve ser possível, legal ou tecnicamente, construir um mapa de como nossos movimentos sociais são organizados.

Muito das novas técnicas de monitoramento pode ser combatido com a adoção voluntária de melhores protocolos. Outros aspectos precisamos combater através da organização política, nas cortes de justiça, nas ruas e por meio da desobediência ativa à lei.

Há muito em jogo nesta disputa. Precisamos trabalhar no sentido de manter a capacidade dos movimentos sociais de se comunicar de forma privada e livre, caso contrário estaremos entregando nossa capacidade de resistência contra governos, corporações, e injustiça por muitos anos.

Para mais informações sobre o dia mundial de ação veja Freedom Not Fear (Liberdade Não Medo).

No Brasil, o projeto de lei 89/2003 da Câmara dos Deputados e os projetos de lei do Senado, 137/2000 e 76/2000, apresentam um risco à privacidade dos usuários de internet no Brasil.

Existe uma petição online pelo veto ao projeto, que já foi aprovado pelo Senado e remetido à Câmara de Deputados. Se ainda não assinou, assine!